quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Nova

A Nova Companhia de Música é representante das editoras americanas Sire e Buddah, da britânica Stiff, da belga RKM, da holandesa Timeless, entre outras. Está a investir em mais equipamento para a sua fábrica de produção de discos. José Manuel Fortunato comprou a firma em 1977 (ainda se chamava Fono Companhia Industrial de Discos) .

Billboard, 11/10/1980

[António] Sérgio, que nessa altura [1979] estava ligado à Nova, editora discográfica responsável pela distribuição nacional dos catálogos Stiff e Sire, entre outros, «tinha uma fé especial no tandem Paulo Pedro e Pedro Ayres». Para ele, tratava-se de «uma dupla totalmente criativa». O passo seguinte foi convencer Hugo Lourenço, um dos responsáveis da editora, a fazer o disco [dos Corpo Diplomático]. «Estávamos a ter muito êxito com o reportório internacional, em que ele não acreditava muito. Quando ouviu os Ramones pela primeira vez, jurou para nunca mais, mas daí a uns tempos os Ramones não só estavam a vender na rua como a ser compradas por grosso, até pelo Círculo de Leitores.»

Na Nova olhavam para Sérgio «um bocado como se fosse maluco», embora reconhecessem que «havia na maluqueira dele coisas que funcionam». Acabaram por aceitar. António Sérgio seguiu para estúdio na companhia dos músicos e de um segundo produtor, João Henrique, com créditos firmados na área do cançonetismo.

Fernando Magalhães, Público, 14/03/1995

É no final da década de 70, cerca de 1978, que Joaquim Simões da Hora começa o seu trabalho como “classical manager” dos catálogos de música erudita internacional na distribuidora nacional Nova. Nesse período trabalhou com Paulo de Carvalho, António Sérgio, Hugo Lourenço, João Henrique e Fernando Morais, entre outros. Cada um deles com competências idênticas às de JSH, mas em diferentes estilos musicais (Rock, Pop, Música Portuguesa, etc.).

Tese de de Tiago Hora (2010)

Mais tarde, já nos inícios dos anos 80, a Nova viria a ser adquirida pela Dacapo (editora e distribuidora musical alemã), continuando JSH com as funções já exercidas na anterior empresa até a Dacapo cessar funções nos finais da mesma década.

Tese de de Tiago Hora (2010)

As etiquetas da editora eram Danova e Boom. Em 1979, Paulo de Carvalho iniciou actividade como produtor discográfico e A&R nacional, na editora Nova para a qual criou a etiqueta Boom.

Os primeiros discos de Adelaide Ferreira e Manuela Moura Guedes foram gravados para esta editora. O regresso dos Sheiks também aconteceu nesta editora bem como um dos discos de Jorge Palma. Cândida Branca-Flor gravou "Trocas-baldrocas", em 1982, para esta editora.

Paulo de Carvalho, António Sérgio e João Henrique foram alguns dos nomes ligados à editora. Ramon Galarza foi A&R da editora entre 1978 e 1980.

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