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sábado, 16 de março de 2024

Carlos Pinto

CARLOS PINTO (1941-2024)

(...) morreu no final de Fevereiro mas só há dias soube da partida deste antigo músico e editor... Na década de 60 e no seu Porto natal, fez parte do Conjunto Jaime João e fundou depois os Jotta Herre. Seria com este grupo que conheceria o grande momento do seu percurso artístico: em Dezembro de 1968, no Hotel Penina (Portimão), o então "beatle" Paul McCartney aproxima-se de Carlos Pinto e dos restantes membros do quarteto e, enquanto se divertem todos um pouco a tocar, o músico inglês oferece-lhes uma canção quase completa. Nasce assim "Penina", que logo motivou a única edição em disco dos Jotta Herre, num EP prontamente editado pela Philips e que conheceria vários desdobramentos mundiais. 

Nele, Carlos Pinto surge ainda como co-autor de "North", mas o seu percurso posterior seria como administrador de multinacionais do disco: a PolyGram e a CBS (depois Sony Music).

Facebook de João Carlos Callixto, 15/03/2024


Carlos Pinto foi administrador da Phonogram na década de 1970.

Entrou para a CBS aquando da implantação da editora em Portugal em 1981. Carlos Pinto foi presidente do Grupo Português de Produtores de Fonogramas e Videogramas (GPPFV). Continuou na editora mesmo após a mudança de nome para Sony Music.

https://www.worldradiohistory.com/hd2/IDX-UK/Music/Archive-Music-Media-IDX/IDX/90s/90/M&M-1990-04-21-OCR-Page-0040.pdf#search=%22cbs%20portugal%22







segunda-feira, 4 de abril de 2011

Universal / Polygram / Phonogram

Origem e evolução

A Polygram Portugal teve a s/ origem na Philips Portuguesa e começou por ser o Departamento de Musica daquela Organização. A Empresa foi oficialmente constituída em Julho de 1974 c/ a designação social de Phonogram Portuguesa - Música e Video, SARL. Em Dezembro de 1978 alterou a designação social para Polygram Discos, SA.

Em Julho de 1996 voltou a alterar a designação social para Polygram Portugal - Som e Imagem, SA.

Em Julho de 1999, como resultado da s/ aquisição pelo Grupo Seagram, passou a chamar-se Universal Music Portugal, SA.

A Companhia desenvolve, em Portugal, actividades de edição, comercialização e distribuição de musica e vídeo, telemarketing e publishing.

Factos relevantes

Foi a primeira Editora discográfica em Portugal a investir em televisão em compilações c/ a famosa etiqueta POLYSTAR.

Foi também a primeira Editora em Portugal a investir em televisão em MÚSICA CLÁSSICA c/ LUCIANO PAVAROTTI.

Foi igualmente a primeira Editora em Portugal a criar e editar também c/ campanha de televisão projectos infantis, tais como: Avô Cantigas e Fungaga da Bicharada.

Foi ainda a primeira Editora a lançar discos das séries televisivas, nomeadamente: Heidi, Pipi das Meias Altas e Abelha Maia.

Com três presenças no Grande Festival da Eurovisão - Adelaide Ferreira, Gemini e Doce, esta foi a Companhia que apostou forte na Música Portuguesa e que descobriu e lançou nomes como: Green Windows, Cocktail, Gemini, Doce, Taxi, Herois do Mar, Dino Meira, Eugénia Melo e Castro, Trabalhadores do Comércio, Banda do Casaco, Afonsinhos do Condado, Rão Kyao, Paulo Bragança, Jorge Palma, Pedro Abrunhosa, Excesso e tantos outros.

Esta foi ainda a Empresa que consagrou entre outros nomes como: Francisco José, Carlos do Carmo, Carlos Paredes, Paulo de Carvalho, Tonicha, Jafumega, Quinta do Bill, Sérgio Godinho, Trio Odemira, Maria João, Maria João Pires, Xutos e Pontapés, Cândida Brancaflor, António Pinto Basto, Fernando Machado Soares, Luis Goes, Frei Hermano da Câmara, Manuel de Almeida e Teresa Tarouca.

Site Universal (2001)
http://www.umusic.pt/historia.htm

A Universal Portugal é uma das grandes editoras musicais do nosso país. Corresponde ao ramo português da empresa Universal Music, mas a sua história começou em 74, sob o nome de Phonogram Portuguesa.

Até ao ano passado, era conhecida como Polygram – nome adoptado em 78, e foi responsável por grande parte dos êxitos nacionais dos últimos vinte e poucos anos – desde o Avô Cantigas, ao Jorge Palma, passando pelas Doce. Entrevistámos Tozé Brito, o director da Universal Portugal, que nos pôs a par da actividade da editora.

A Universal Portugal é responsável pela produção do trabalho de artistas nacionais tão diferentes como Iran Costa e Mário Laginha e Maria João ou Dulce Pontes e a Fúria do Açúcar. Como é gerida a relação que mantêm com estes músicos, tão distantes entre si?

É gerida de uma forma profissional, onde não há espaço para qualquer tipo
de censura estética. Tal como noutras companhias conviveram artistas como
Amália Rodrigues e Marco Paulo e aqui, na Universal, artistas como Dino
Meira e Sérgio Godinho, continuaremos a pautar a nossa política de A&R por
critérios que, repito mais uma vez, não admitem qualquer tipo de censura
estética.

São também responsáveis pela divulgação de estrangeiros altamente conceituados. Falo de Caetano Veloso, Diana Krall, Beck e U2, entre muitos outros. Isso deve-se ao facto de funcionarem como a "filial" portuguesa de uma "mega-produtora"? Como funciona essa relação?

Obviamente que o facto de representarmos os artistas citados, é reflexo de
sermos o ramo português da Universal Music. Como em qualquer multinacional
artistas como os referidos são lançados internacionalmente em todos os países
onde a companhia opera e a relação estabelece fundamentalmente através dos
respectivos departamentos de Marketing.

Quais foram, em Portugal, os três maiores êxitos do ano passado - tanto a nível de nacionais como de estrangeiros?

A nível nacional os três maiores êxitos de Artistas da Universal no ano
passado foram Silence 4, Ornatos Violeta e Luís Represas.

A nível de artistas estrangeiros, U2, Limp Bizkit e Enrique Iglésias.

Relativamente a este ano, que novidades tem a Universal vindo a preparar para Portugal?

Lamento não vos poder adiantar nada a este respeito já que decorrem
presentemente várias negociações e não temos ainda, a nível internacional o
mapa de lançamentos para este ano completo. Ainda antes do Verão iremos
anunciar um "pacote" de novas contratações nacionais que, penso, darão a
conhecer a nova política de A&R da nossa companhia.http://www.blogger.com/img/blank.gif

A título mais pessoal, que cinco discos acha imprescindíveis a qualquer boa discografia?

É me impossível, sob pena de necessariamente excluir muitas obras que
considero obras primas, seleccionar apenas 5 discos imprescindíveis a qualquer
boa discografia. Da música clássica ao jazz, da pop ao rock, do rap ao
hip-hop, necessitaria de uma extensa lista para seleccionar apenas alguns dos
cerca de 2000 CD's que constituem a minha discografia pessoal.

Canal Música (Portal Netc), 25/01/2001